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quinta-feira, abril 25, 2013

Bloco de notas 31

Nos últimos tempos a pressão foi alta tendo em conta as circunstâncias...
Tem sido interessante,  num curto espaço de tempo (4 meses), já me foram ditas coisas engraçadas sobre a minha pessoa, isto tudo cara-a-cara. De gajo porreiro, leal, amigo, a louco e alucinado. Bom, é tudo verdade, sou exactamente aquilo que me conseguem ler... sei que há quem consiga ler e muito bem, como há quem não consiga ler meia frase.
Vale tudo. Vivemos numa sociedade gira. O tabu é amigo do preconceito. Pois que a minha vontade de viver é superior à minha altura. O meu irmão ensina-me estas coisas, até me diz para mandar pedras ao Vítor Gaspar.

Dizem que o que é nacional é que é. Dizem tambem, que devemos comprar o que é nacional. Mas também dizem que o sexo resolve... Freud... vou criar uma marca de preservativos. Estou a trabalhar no nome.

Boa noite e muita paz no mundo, carinhos e copos vazios depois de cheio.

quarta-feira, abril 24, 2013

Bloco de notas 30

Pensar por vezes é um acto de loucura.

Bloco de notas 29


Enquanto somos crianças, ninguém nos leva a sério. 
Quando crescemos, querem que sejamos sérios. 
Esta é a explicação para as crianças estarem certas e nós confusos.

domingo, novembro 27, 2011

Bloco de notas 28

Palavras para quê? 
Na semana passada disseram-me (publicaram-me) a seguinte expressão: 
"Só perde quem tem"
  e depois pensei:
"Só tenho o que preciso"
entretanto hoje pensei:
"Já achei que precisava de mais"
e agora mesmo pensei:
"Estão os que tenho"
.  .  .

sábado, novembro 26, 2011

Bloco de notas 27

O ano de 2011 está a ser uma espécie de lição no seu todo... são lições umas a seguir às outras, se há algumas (lições) que compreendo e aceito, há porém outras (lições) que me custam a encaixar, logo custam-me a digerir. O mês de Outubro do presente ano, ficará marcado para sempre na minha vida, infelizmente pelos piores motivos! Custou-me receber a noticia, senti medo, pânico, solidão, angustia, revolta e até mesmo RAIVA!!! Enfim, julgo que quem de facto me conhece e está comigo, compreende este misto, esta puta desta panóplia...
Tive dias onde mesmo perante, toda a revolta a todas as questões para quais sei que não vou ter resposta, foram de uma ambiguidade fodida, mas o meu herói, quis sempre me brindar com um sorriso, um murro na barriga (demonstrado que tinha força), após 8:45 de luta constante, sim OITO HORAS E QUARENTA E CINCO MINUTOS DE LUTA! O meu herói é uma pessoa com um interior brutal, onde a sua dimensão humana é o que quem me conhece e o conhece sabe perfeitamente o que quero com isto dizer...

Hoje percebo-me, tenho as minhas ideias e a minha capacidade de argumentação e raciocínio mais em baixo, mas a razão existe, não estou sujeito a desculpas, mas por outro lado tornei-me extremamente mais atento e mais (muito mais) firme. Apercebemos-nos que as nossas caminhadas por vezes são longas e ninguém tem de nos acompanhar, mesmo que nos custe, facto é que quem está ao nosso lado, vale por tudo (o meu amor e os meu amigos que sabem eles de facto o que tenho vivido).

Os amigos... a parte também fodida de todo este cocktail... se uns estão, outros não estão... se por um lado não estão, quando nos aparecem é feio... Estranho...
Tenho reflectido imenso, penso no passado, no presente e a coisa é confusa, feia... neste momento não consigo perceber a lógica das relações de hoje em dia...
Mas não vou gastar muitos caracteres com os que não estão...
Os que estão têm sido (amigos como sempre) de uma dimensão única, são manuais fantásticos para a minha vida, são prudentes, frontais, leais, comunicativos e presentes como sempre o foram... e um obrigado será sempre pouco...

Estou em paz comigo e não consigo gastar energias com coisas menores nem com excessos (de tudo).

terça-feira, junho 14, 2011

Bloco de notas 25

A piada surge em forma de valsa! 
Aparece de fininho por qualquer coisa do acaso que já sabíamos, é a forma da confirmação. 
Somos pecadores por falar, somos passivos quando não o fazemos. 
Quando não gosto, simplesmente não gosto e ninguém me irá obrigar ao contrário! A minha liberdade não é um fardo, é uma realidade que se une ao respeito! Talvez seja eu, um problemático, talvez seja um ser pouco claro, e talvez seja diferente de tudo aquilo que aparento... talvez... talvez...

Odeio quando não querem compreender o objectivo! 
Gostava que no outro lado do muro houvesse a coerência de se colocarem no meu sitio, sem que tenha de pedir para. É fácil estar no outro lado! É tão mais fácil não pensar no outro lado, é óbvio que é, somos assim todos dias... só nos cai a maçã na cabeça quando alguém abana a árvore... é por isso que dou por mim com alergias... por vezes digo que é da primavera... mas ás vezes é verão ou inverso e digo na mesma que é da primavera...

É a história da tolerância, ou falta dela... se somos tolerantes, devemos saber engolir...
Parece que me sinto parvo, mas na verdade sinto... há momentos assim... 

Sento-me, centro-me, e fico a pensar, a navegar nos meus pensamentos... tiro imensas conclusões, ideias, formas, caricaturas... enfim, uma verdadeira panóplia de sentimentos rectos, repentinamente falei... ups... falava de novo... ups... somos assim, livres de nos expressar, e é mesmo isso, livres de nos expressar, seja a que nível for certo? Parece que sim! PARECE MESMO!

Adoro a sensação que tenho neste momento, é um azedo que me irrita, chega-me a dar dores de estômago, mas faz-me sentir vivo, talvez as dores sejam uma tentativa frustrada de expulsar algo...

Com tudo isto termino, sem muito a dizer mas com muita coisa na cabeça, muita... a suficiente para pelo menos me sentir tranquilo comigo!

quinta-feira, março 17, 2011

Bloco de notas 24

 
A amizade é cumplicidade!
É estar horas e não sentir o tempo a ir!

Os tempos que correm são difíceis para todos, seja emocionalmente, economicamente ou profissionalmente... simplesmente a vida corre a uma velocidade incrível, onde o pouco espaço que temos, nem sempre é preenchido por momentos de natureza e beleza humana! Com esta pequena introdução quero dizer, que nem sempre as nossas vidas nos dão tempo ou espaço, para que possamos estar no seio, no ambiente, no real prazer de tudo o que representa a amizade? ERRADO!
Tenho factos, momentos bem passados onde o relógio simplesmente foi ignorado, onde o dia seguinte e o que passou foram literalmente colocado num saco e não lhes demos qualquer tipo de chance! Aquele instinto de olhar para o relógio e perceber - "Foda-se são 02am?" - incrível como quando estamos em união, em "FAMILIA" o tempo é apenas elementar e um preconceito existente mas não relevante!
Somos "poucos" mas grandes, somos diferentes mas não muito distantes, somos humanos e o prazer de rirmos e dobrarmos risos é um oceano de vida!
Perdemos tempo, muito tempo das nossas vidas em pensamentos: "Não faço isto porque tenho de chegar a horas." - "Não vou porque estou cansado!" - "É longe!"
Justificamos as nossas vontades com o tempo que se limita a não parar. Nós não o fizemos, mas não ignorámos o tempo, demos-lhe uma lição imensa!
Foi puro, porque somos de facto puros. As paredes transpiravam de sabedoria e perspectivas, de amizade e conhecimento. 

sexta-feira, março 11, 2011

Bloco de notas 23


Dia 1 de Abril, é dias mentiras!
Dia 1 de Abril é o dia em que o desejo e a verdade se unem, deixando a mentira muito fora, muito longe, tão distante que nem a sentimos!
Dia 1, eu e a minha namorada, estaremos debaixo do mesmo telhado, estaremos num ninho onde o amor e a harmonia vão ser certamente presenças constantes!
Foi um caminho feito inteiramente a dois, um caminho que nos deu imenso prazer. Mas porque as bonitas histórias devem ser partilhadas, não deixo de partilhar esta história! Cá vai:
Decidimos começar uma pesquisa típica de quem quer estudar o mercado de arredamento. Vimos coisas interessantes e outras nem por isso… na primeira visita a um apartamento no centro de Cascais, ficámos chocados… acho que pediram 650,00 euros por um apartamento minúsculo… mas foi tudo a correr bem… saímos de lá e ao chegar ao carro… tinha sido assaltado…
Continuámos a pesquisar e chegámos a negociar uma compra. Com as minhas doideiras, a casa estava nos 150,000 euros e desceu para os 140,000 euros após a conversa com os proprietários… mas a procura por um ninho perfeito continuava… Eis que surge um contacto. Fomos ver a casa! Foi “estranho”, mal entrámos na sala, dei por mim a ver onde iria colocar os móveis, na cozinha vi onde iria ficar a mesa, no quarto pensámos na disposição do mesmo… ou seja no momento que entrámos, parecia que já era certo que aquela seria a casa!
É um espaço muito agradável, vamos ter espaço mais do que suficiente para nós. A minha filha vai ter um quarto acolhedor e um corredor para correr com os amiguinhos que quiser lá levar. 
Da sala vemos uma praceta com um parque infantil onde a Carolina vai brincar certamente. Voltando ao interior, a cozinha é muito bonita com espaço para a minha estrelinha fazer as suas magníficas sobremesas. Arrumação há em toda a casa, canto cantinho está preparado de raiz com arrumações bem definidas. O nosso quarto é simplesmente fantástico…
Agora é a fase da mudança. Na semana que vai entrar, de dia 14 a 18, conto ter tudo embalado, no dia 19 recebemos a chave para começar a colocar lá as nossas coisas e a arrumar… aguarda-me a bela tarefa de forrar gavetas e como já disse, a casa tem muita arrumação… no dia 20 chegam os móveis da minha casa antiga para o nosso ninho! Mais um processo de logística… felizmente vou contar com os meus amigos que já se disponibilizaram para a dita mudança…
A cozinha apesar de nova, não tem electrodomésticos, mas esses vão chegar brevemente, felizmente contei com a ajuda de um amigo que me fez uns bons descontos e material muito bom…
Todo este “processo”, foi inteiramente a dois! Nenhum pé avançou sem que o outro tivesse conhecimento, mais uma vez a cumplicidade que nos unes, foi muito presente nesta fase!
A vida surpreende-me! Estou feliz e quero partilhar com vocês!
Obrigado por tudo!

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Bloco de notas 22

Caminho num trilho isolado, procuro na noite o sossego de um sorriso e pouco lhe vejo. Na textura da morfina calarei as dores que me fazem gritar. Na forma deformada tento compreender as posições consolidadas a cada segundo, mas passam horas e não as vejo.
O bosque é infinito e nele sigo sem saber que fim lhe encontrara. 
Na verdade que por vezes é uma ilusão, uma mentira, uma encenação, limito-me a mim próprio para que das minhas limitações consiga compreender o que não quero. Na racionalidade do desejo limito-me a ficar á espera para que a espera seja nada mais do que uma espera, e nada além do que quero ou lhe desejo, a alma.
A cegueira constante, e contagiante é como uma cortina que se abre para que depois se feche. É razão é saber, é ficar sossegado sem querer mais do que há, do que tenho. Os sonhos são razão pouco aparente, dissolvem o desejo. Perdem-se no campo deles, fluem para uma nuvem, para que nas nuvens, nessas mesmas nuvens fique uma qualquer forma fluida e não menos abstracta que me cai a cada respirar.
Respirar não é lógica de viver, é razão de existência e nessa tal existência, acontece a experiencia, o querer e o não querer, o ir e não ir.

Caminhos sem ambiguidade, são perspectivas, formas e estados de alma, maneiras e manias de viver, preconceito, muito preconceito, é daí que se que vive, é de toda esta tralha que se vai talhando e desenhando a vida, sem mais não. O tabu é igualmente pensar duas vezes no que se escreve, no que se publica aqui e ali. Não nego o meu pensar duas e três vezes num determinado assunto, mas não evito o que penso e o que me sinto, não evito mesmo, procuro me expandir cada vez mais e cada vez mais me sinto mais maduro, mais apto para encarar a vida e uma sociedade que se mancha com pequenas coisas, e muita merda que se espalha!
As pessoas têm medo de assumir o que vivem.

Por vezes acordo cansado, levanto-me de manhã e pergunto-me - Porquê? - mas a linha da vida assim o deseja, que ande por ali e por aqui, a linha deseja que eu neste preciso momento escreva e tu estejas aí a ler.
Vamos vivendo a vida, sem que em alguns momento de pura lucidez nos passe pela puta da cabeça que isto é uma passagem tão curta, mas tão curta, que cada segundo que passamos e que é "mal aproveitado" é puramente lixo e nada guardamos!

Sou um puro e frio aventureiro, um leal amante do amor, durmo com o amor, vivo como se cada segundo me deixasse de viver a seguir. É-me dificil por momento aceitar com clareza a forma como esta sociedade e as pessoas vivem, presas a barreiras.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Bloco de notas 21












Bloco de notas 20


PARTE I

Estava sentado, e os meus pensamentos caminhavam numa viagem só minha, onde cada frase se construíra como a forma de uma chuva que lá fora lhe batia ao chão, como se uma revolta crua estivesse ritmada.
Não há tempo, não há razões pouco aparentes e aquelas que julgamos aparentes, vão com a chuva que lhes cai.
Pensei, sem ter de fazer muito exercício mental (coisa rara, mas quis simplificar).
A Internet e a comunicação têm isolado todos nós.
Ficámos cada vez mais rendidos a uma comunicação “barata” e desprestigiante para com os que gostamos. Tenho dias que me marcam, e a vida leva-nos a ponderar tal como a chuva me faz quando me molha o rosto.
Na cidade andei sozinho, senti a alma nua e num choro de moço gritei bem alto a ternura de uma solidão. 

PARTE II

A lua que me guiava, olhava-me mas calou-se a cada saudade que me fazia em mim.
A lua gelava-me a alma e eu cansado caminhei nas ruas para procurar uma voz. Mas o choro de menino perdido fez-se eco na cidade e por ali fiquei-me.
Já em casa a mesma chuva, batia-me no vidro libertando a saudade como se me cuspisse em cima.
A vida é uma composição musical, por momentos existem instrumentos desafinados, maestros perdidos e músicos que não se querem mostrar ao mundo.

PARTE III

Na verdade estamos a cada momento mais sozinhos, e basicamente é isso que a sociedade alimenta, um isolamento geográfico, um isolamento de afectos, um isolamento constante de tudo o que em tempos foi a natureza humana. Não se procura ficar isolado, acontece.
A solidão é isso, não se vende, não se compra, não se troca, é algo que nos entra sem bater á porta, é de difícil explicação! Até podemos estar rodeados de pessoas e sentirmos na mesma essa coisa que é a solidão… é o que por vezes me acontece.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Bloco de notas 19

Observando o estado liquido da vida. Por um fim nascemos, presos por um cordão, o nosso primeiro é quebrado naquele momento, um corte umbilical, uma brutalidade sentimental que obviamente tem de acontecer. Um amor que como diz Pedro Paixão, nunca o resolvemos, fica sempre ali, a ligação de mãe é brutalmente inquietante, gentilmente gentil, perfura-nos a alma, esmaga-nos o intimo.


Conversas são cruzadas, são como as pernas, como um cruzamento num sinal vermelho, quem se mete, julga, juiza, limita-se a ficar com danos. Danos, aprendizagem, nunca limitações! Conversas são linhas, algumas são morfina, tiram-me as dores, fazem-me sorrir, limitam-me os movimentos que não quero ter. Conversas são instintos, são juizos e perfume que fica no ar. Conversas são em alguns casos balelas num veleiro que perde o vento. Conversas e mais conversas.


O copo estava cheio, derramei em cima da mesa e disse um FODA-SE bem alto... mas porquê? Chamei a esta atitude impulsiva de "instinto primário" - Simples, um pano húmido e já está, mas primeiro teve de sair um foda-se? Ridículo!

O que vou escrever mais? Quero tanto usar caracteres, gostava de criar palavras, do estilo: Saditrufaina: é basicamente uma sandes com trufas e cafeína.
Dizem que vai chover, que vai cair alguma água dos céus, das nuvens, urina que nos cai em cima e nós felizes aqui andamos, vaidosos com o novo chapeus de chuva, e as galocha que comprou na Seaside? Aquele padrão novo? Ui, é a moda do que se quer, é o consumismo... as botas do ano passado estão novinhas, mas estas são má giras!
E o futebol? Epá esse grande opio do povo, a única coisa que no meio de uma crise económica e social, deixa o povo feliz, aquele povo que sem dinheiro para viver, caga na cena e paga 30 euros para ir a um estádio, apanhar uma molha, ficar sujeito a levar com uma maçã ou com uma bola de golf... acho extremamente didáctico, e muito cativante, aliás eu do 7º andar onde vivo, estou seriamente a começar a mandar bolas de golf, os interessados só têm de me pagar 5 euros, as bolas eu faço chegar até vocês!! Quem tiver também interessado, pode encomendar uma bola de bolling os valores são um pouco diferentes e o pagamento é obviamente antecipado!

Estamos mesmo em estado liquido, ou numa desfragmentação inevitável, deixámos de ter vontades próprias. Os nossos padrões são de uma formatação óbvia, isso irrita-me, a futilidade é impressionante. Não nego o prazer de algumas coisas que alguns mais radicais podem considerar completamente dispensáveis, mas não sou radical, pelo menos neste "campo". 
Estou cansado de uma sociedade que se gere em função de uma economia funcionalmente bancária e bolsista... e o que é bolsa? O que é uma valor cotado na bolsa? Como se chega ao determinado valor? Será que a merda da especulação não pode ser de eliminada do mercado? Cada vez mais, quero ir para o campo viver... cada vez mais...

terça-feira, novembro 30, 2010

Bloco de notas 18



Era uma vez… um lírio sobre a mesa, uma tolha de vinho, uma ementa quente e um Novembro que chega agora ao fim. Um Dezembro que chega, uma historia com uma “é uma vez”!
Na textura das tuas mãos senti o conforto nada passageiro. Passageira é a alma que nos leva, que nos vai. Ali sentado penso na saudade, no fado, no sabor e na ausência. Aqui a escrever centro-me no central que é a mais certa das certezas que existe.
O amor é algo fascinante, algo que ultrapassa com certeza as maiores e mais difíceis barreiras que em nós existem. O Dezembro que arranca, leva-nos ao final do 2010. Um ano de mudanças. Termina da melhor forma, começa uma nova fase da melhor forma possível.
Talvez me julgue por momentos, mas quem não se julga? Quem não se julga, não tem moral para pensar sequer em julgar alguém. Hoje vejo uma janela que ontem era bem pequena e fechada. Hoje ela é imensamente grande, onde a vista que me oferece é fantástica, cheia de compaixão, força e muita, muita determinação. Quando dois juntos procuram o mesmo, a sintonia, a musica funciona e não, não fere de modo algum os ouvidos!

As batalhas são para quem nelas se coloca, não existem vitorias, existem objectivos, quem os alcança jamais será vitorioso, apenas será unicamente mais um a lutar e a conseguir. O acto de determinação é apenas uma forma de estar, o que para mim é determinado, determinação, determina-me algo, para ti ou para ele ou ela, não significa que o seja, mas a vida é isso, a diferença constante que existem nos corpos que se movem, onde a única coisa “igual” é a alma que os suporta! Mas… o que é a alma? Para mim é vazio mas cheio, é… como explico… não sei explicar… é uma linha que existe no topo do nosso crânio, um suporte da nossa consciência, uma linha fina, muito fina…
Almas… sinto que existe em mim, como existe em ti. As nossas funcionam, em sintonia, o nosso raciocínio, objectivos, equilíbrio e toque é natural, simples e objectivo. Somos dois num, uma espécie de Pantene 2 em 1… enquanto um é mais rebelde e mais ousado, o outro é mais sensato e tranquilo, um equilíbrio.

Fico por aqui porque existe uma casa para arrumar e amanhã é dia 01 de Dezembro de 2010 e depois dia 02 de Dezembro de 2010 e por aí fora…

domingo, novembro 28, 2010

Bloco de notas 17

Existem historias que não se contam. Apenas se vivem!

Esta frase depois de me lerem no Post "Bloco de notas 15" foi enviada para o meu mail, e não poderia nunca a deixar de aqui a colar:

"onde há medo não há amor"

Bloco de notas 16

Fim de semana chega ao FIM!
Foi partilha, foi emoção, cumplicidade, harmonia, amor, carinho e muito afecto. 

Não poderia deixar de partilhar. Porquê esta partilha? Porque quem me lê merece não apenas lágrimas e melancolia. 
Quem me lê merece que eu pelo menos TENTE dar uma ideia do que sinto em mim.
A cumplicidade entre dois cúmplices é de facto algo muito muito além do que se imagina, algo que não pode ser escrito, não pode ser decifrado, apenas possível de sentir, quem já sentiu por um segundo que seja, fácil será compreender o que escrevo ou pelo menos tento!
Não me saiu um euromilhões, não tenho uma carteira cheia de notas, muito menos fui a algum local fascinante... ou melhor... andei sim, por lugares fascinantes, lugares de partilha, o tal "lugar" onde a cumplicidade quebra qualquer barreira que possa existir. Para as palavras é de facto esgotante de usar sem que a sua dimensão possa qualificar ou clarificar este estado de alma.
Cheguei a casa e é um misto, é uma saudade um vazio, mas é tão bom. O tempo é anarca, deixa-nos KO, pedimos muito mais mas quis o tempo que tivesses de ficar ali para que eu agora chegue aqui. Sinto já a falta, mas é bom, obviamente que é bom, da-nos a dimensão do que é, do que sentimos, do que queremos e até onde estamos e queremos ir.
Estou demasiado certo. Fui ousado, fui claro, simples e objectivo. 
Foi uma busca brutal, um equilibrio sem igual, é ter conseguido me atingir sem igual, sem texturas disfarçadas e tudo muito muito claro. Fui ousado? FUI! 
Libertei-me, sacudi-me, encarei-me e estou aqui!

Este POST não é fácil de compreender, mas talvez fácil de entender. É como a agua, por mais cristalina que esteja, existe sempre algo para além do que se vê, mas sente-se no seu peso, no seu sabor, mas, deste copo, desta agua, só eu quero beber e aqui entra o meu mais puro e cruel lado egoísta que não sou, mas o enquadramento da janela me leva a o ser sem o mínimo dos arrependimentos!

Estou "apenas" FELIZ!

sexta-feira, novembro 26, 2010

Bloco de notas 15

Já não escrevia há algum tempo... os motivos são os meus... existem momentos neste blog, onde a minha escrita não me sai ou simplesmente o que me sai é meu. Comecei por optar por postar aquilo que depois escrevo leio e faço o meu "filtro".
Nos dias que me correm, a correria de correr numa marcha rápida é como uma busca simpática de um momento eterno.
Procuramos tanto, questionamos as nossas dúvidas em função de questões que nem sequer as procuramos decifrar com coerência, limitamos-nos a fingir e a compreender o que nos é útil, a ouvir o que nós queremos, rezingamos e negamos o óbvio.
Atingi finalmente a minha fase, o ano de 2010 tem sido forte, muitas emoções, lágrimas, sorrisos, alguma ambiguidade, uma estranha forma de estar, um bater no fundo para que de seguida me sinta mais forte, mais maleável, mais "eu". E? UP!
Gosto de mim, da minha vida, dos meus amigos.
Aos poucos a balança equilibrou-se, organizei-me mentalmente, foi um processo deveras complexo.
Fui surpreendido por uma amiga que me ajudou e sem esperar fui novamente surpreendido por uma outra amiga que me ajudou novamente, alguém que me alertou vezes sem conta para que eu olhe para frente. Assim o fiz! O resultado está aqui, no meu rosto, no meu sorriso de miúdo, na minha alegria de partilhar e na música que canto nos meus pensamentos.
Nesta recta final de 2010 aconteceu muita coisa, afastei-me, abracei, emocionei-me e descobri uma pessoa em mim que não conseguia equilibrar. Aceito o que a vida me dá, e não nego o que a vida me leva. Tudo nesta vida tem sempre uma lógica com dois pontos, o que chega, um dia parte. É a lei da vida, quando nascemos, sabemos desde logo que um dia vamos partir. É nessa mesma lei que me tento orientar, porque para mim, existe pelo meio desses dois pontos, um muito, muito importante - Enquanto aqui andar, quero o melhor para mim e para os meus, serei incapaz de ser indiferente e de deixar de ser a pessoa que sou, partilhando, vivendo e amando o próximo sem pensar muito no fim.
"A vida ensina-me" - esta é uma das expressões que mais utilizei ao longo deste ano no blog, mas é mesmo por aí. Aprendi tanto, resolvi tanto, cresci imenso, que não consigo pensar em parar de amar e viver. Não sou cobarde!
Já escrevi sobre isto, mas um certo dia meti a chave na porta de casa e entrei. O ritual foi simples, e como todos os rituais, até ali tinha sido tudo igual. Sentei-me no sofá e pensei para mim - "não é tarde nem é cedo, vou mudar esta!" - eram 22h e mudei a sala, decorei o quarto, apapariquei-me, e procurei o conforto sem precisar de muito. Depois tomei um duche, daqueles onde o tempo não existe, dei por mim a cantar The Cure - Boys don't cry - foi nesse momento que me vi feliz.
Antes de todo este processo de moveis de um lado para o outro, tinha estado numa vivenda na Parede com uma amiga que me fez uma sessão de Reiki, a conversa foi muito boa no final, senti-me esmago, falou-me de coisas minhas que ela não sabia, pensamentos meus e só meus, não foi assustador porque sabia que nas mãos dela estava seguro, e facto é que depois daquele momento a janela abriu-se e eu voei, e como me dizia ela, "foste tu que fizeste o principal!" - até pode ser, mas um carro sem bateria não está morto, mas se o empurrarmos ele pega de novo... é por aí!
O ano está a chegar ao fim, falta pouco mais de um mês, e tenho a certeza, se bem que a certeza é de uma ambiguidade imensa, mas mesmo assim sinto, sei, tenho a certeza que 2011 ficará pautado por um grande "projecto"! Estou feliz, muito feliz, com uma alegria enorme, um oceano de vida, uma força bruta, de facto sinto que por vezes somos um bulldozer, e eu sou mais um que não se rende a nada, calço as luvas e vou á luta, não me fico por pensamentos nem medos.

:)

sexta-feira, novembro 19, 2010

Bloco de notas 14

1+1=2
O tempo voa! E apesar de querer voar não quero que o tempo vá sem dar por ele!
O tempo é anarca, se não formos nós a usarmos-nos dele, simplesmente passa por nós, e nada nós fazemos senão ver o relógio a passar.
O tempo é tempo.
Amanhã já passou o hoje e o agora já não é!

quarta-feira, novembro 17, 2010

Bloco de notas 13


. . . Monocromático . . .

A vida é composição monocromática.
Recebemos tanto por tão pouco, negamos uma certeza em função de um desejo, alimentamos o nosso ser por saber o que nada sentimos, julgamos nós
A fase é boa, nunca desejei mais do que tenho.
A “vida ensina-me” e todos nós nada mais, nada menos do que aprendizes. Moldamos e afiamos facas. Criamos no barro e bebemos o vinho. Seco, doce, amargo, tosco ou barroco, somos vinho e deixamos que nos consumam, mas e um dia? Os nossos instintos são selvagens e viramos o radicalismo num momento. Somos doces e amargos. Somos apenas o desejo, a busca, a procura infinita, somos a ambiguidade tamanha. Somos tanto por tão pouco. Somos incrivelmente egoístas. Somos isolados. Somos egoístas mas nunca pensamos em nós.
Limitei-me a pensar em mim, a sonhar comigo, a deitar-me na paz dos meus lençóis, criei e desenhei, pintei e apaguei. Voei, desci a pique e quando estava a milímetros do chão… acordei e relaxei para que o Inverso que me vai entrar seja quente e aconchegado.  
Se me perguntarem se estou feliz, obviamente que estou, obviamente sou, não há motivos para não o ser. A vida ensina-me e não me posso negar a aprender o que nada sei e o que tudo julgo saber.

. . . A caminho . . .

Andei por montes e montanhas, rios e mares, e nada encontrei. Limitei-me a viver o meu caminho, a construir o meu castelo, a deixar as ondas abraçarem o meu corpo. Deixei-me ficar e o sol foi. A lua apareceu e ali fiquei.
No sofá, o cigarro companheiro deixou-me de mãos ocupadas, o copo estava meio cheio, meio vazio, a vista não é a melhor, vazia ou cheia. Mas a sensação é boa.
Uma paz imensa, um retiro brilhante. O telefone não tocava, as palavras não surgiam e de calções me vi a sorrir sozinho.

. . . Envolvendo . . .

As mãos ficam unidas, os olhos fecham-se, os amantes dançam num ritual de paz, onde o calor surge no meio de um frio que lhe tocava na alma. O mundo gela, a alma fica com cegueira.

. . . Paz . . .

A PAZ é um estado de sítio. Uma paz de sítio? Sim uma paz de sítio. Procurar essa paz em nós é simples, é certo e certeiro, saberemos onde a buscar em nós. Não me quero alongar na escrita da paz, mas mesmo quando no oceano o veleiro está no meio de uma tempestade, mesmo aí, conseguimos procurar esse sentimento, essa tranquilidade, essa forma de estar e de sorrir para a vida.

. . . Romance . . .

Roma. Romana. Romã. Sabor que Romeu sentiu para Julieta. Romanos de Roma em Romance de Lisboa. Numa boa, me soa o saber de querer.

domingo, novembro 14, 2010

Bloco de notas 12

 
Foram 300 quilómetros de fim de semana... nem dei por eles (pelos quilómetros)... e assim se vive.
Não quero mais do que aquilo que tenho, tenho tanto e tão pouco preciso!
Tenho os meus planos bem delineados, a minha estrutura está montada e sei tanto e tão bem sorrir!